Lançada no Brasil em 2016, a Fiat Toro é um sucesso de vendas, sendo a picape intermediária mais vendida no país pelo oitavo ano consecutivo. Somente em 2024, o modelo recebeu 53.856 emplacamentos, deixando a Chevrolet Montana, principal rival na categoria, "comendo poeira" com menos de 28 mil unidades vendidas.
O sucesso da Toro entre os brasileiros está ligado a diversos fatores, como boa dirigibilidade, ampla versatilidade, capacidade de carga interessante, além de um belo acabamento interno. Desta forma, mesmo superando a barreira dos R$ 220 mil, a caminhonete permanece sendo atrativa para uma parcela do público.
Mesmo assim, a Toro também recebe diversas queixas de seus donos. Em uma pesquisa feita no Reclame Aqui e em algumas redes sociais, o Portal Vrum encontrou algumas críticas recorrentes dos proprietários. Com a intenção de ajudar o interessado em adquirir uma caminhonete, a reportagem separou os principais problemas da Toro apontados pelos clientes da Fiat. Veja abaixo.
Consumo de combustível
Este sempre foi o "calcanhar de Aquiles" da Toro. Em 2022, a Stellantis alterou a motorização da picape nas versões flex, substituindo o motor 1.8 pelo 1.3 T270 turboflex, com 185 cv de potência e 27,5 kgfm de torque. A intenção de minimizar o problema, algo que não aconteceu, segundo os clientes da Fiat.
"Estou decepcionado com o alto consumo de combustível da Fiat Toro Freedom Flex T270 de 2023. O carro não passa de 8 km por litro na gasolina, seja na cidade ou nada estrada. A média 7,5 a 7,8 km/litro", relatou um homem identificado como Rafael, de Vila Velha, no Espírito Santo.
A tendência é o problema persistir. Para 2025, a variante Ultra, que antes tinha o motor 2.0 turbodiesel, também ganhará a motorização T270 flex. Já a Toro Ranch deixará o 2.0 para receber o 2.2 turbodiesel.
Baixo nível de óleo
Outro problema crônico da caminhonete é o "sumiço" do óleo. O problema costuma aparecer antes mesmo de completar 10 km rodados. Este, por exemplo, foi o caso de Tiago, proprietário de uma Toro Endurance 2022 e morador de Apodi, no Rio Grande do Norte.
"Quando o veículo estava com 6 mil km rodados, no mês de outubro de 2022, verifiquei o nível do óleo do motor, e para minha surpresa a vareta estava totalmente seca, sem nenhuma marcação de óleo", comentou.
"Existem centenas de matérias e vídeos na internet, mostrando esse problema crônico em veículos da montadora Stellantis (Fiat, Jeep), e a montadora não apresenta uma solução para os consumidores destratados", continuou.
Central multimídia
Por fim, outro defeito de fabricação da Fiat Toro refere-se à central multimídia. Não são raros os casos de motoristas que apontam problemas de conectividade ou de mau funcionamento dos recursos. Este foi o caso de Mauro, de Macaúbas, na Bahia.
"Tenho uma Fiat Toro 19/20 com kit conectividade de fábrica. Acontece que, há alguns dias, a central multimídia passou a não funcionar, ficando em loop infinito e nunca terminando de inicializar. A câmera de ré funciona de forma irregular, às vezes demorando e às vezes desligando durante a manobra, o que traz sérios riscos", comentou.
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