Argentina e Brasil se enfrentam na noite desta terça-feira (25), no Monumental de Núñez, em Buenos Aires, em confronto válido pela Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026. Antes mesmo da bola rolar, a promessa do Superclássico é de mais uma "guerra", com declarações ácidas do meia-atacante Raphinha, um dos principais jogadores da Amarelinha. No mundo automotivo, entretanto, a relação é de aliança.
Em 2024, o Brasil retomou o posto de oitavo maior produtor de carros no mundo. Em recuperação, o país viu o número de emplacamentos subir 15,5%, com a quantidade de exportações crescendo, aproximadamente, 1,3%. É justamente neste segundo ponto que entra a nação "hermana".
A Argentina é a maior compradora de carros produzidos em território brasileiro. Somente no ano passado, foram mais de 166 mil veículos exportados pelo Brasil ao mercado argentino, um volume com o qual a indústria faturou US$ 2,58 bilhões. O movimento, inclusive, compensou a queda dos pedidos do México e salvaram a balança comercial do setor.
Para a Argentina, a relação também foi benéfica. Em grave crise financeira, o país registrou uma queda de 8% nas vendas de carros 0 km, somando apenas 390.500 emplacamentos de automóveis de passageiros e comerciais em 2024. Deste montante, a cada cinco carros vendidos no ano passado, dois foram importados do Brasil.
Diferença nos carros mais vendidos
O Brasil tem a Fiat Strada, o Volkswagen Polo e o Chevrolet Onix como os três carros mais vendidos nos últimos tempos. Na Argentina, porém, nenhum dos três modelos aparecem no top-5 veículos mais comercializados.
Em 2024, o automóvel mais vendido no território vizinho foi o Peugeot 208, que tem produção local. Para efeito de comparação, o hatch foi apenas o 44º veículos mais vendido no Brasil. Os outros destaques no mercado argentino foram Toyota Hilux e Fiat Cronos, modelos que estão longe do top-10 para o público brasileiro.
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