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Greve dos entregadores do iFood: veja as 4 exigências dos trabalhadores

Além da paralisação, os manifestantes organizaram atos pela cidade de São Paulo, incluindo um protesto em frente à sede da empresa

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Entregadores de aplicativo fazem manifestação em São Paulo
Entregadores de aplicativo fazem manifestação em São Paulo Foto: Reprodução/Agência Brasil/Paulo Pinto

Cerca de 2 mil entregadores de aplicativo fizeram uma greve na segunda-feira (31) e terça-feira (1º) desta semana. O "Breque dos Apps" foi organizado, principalmente, pelos prestadores de serviço da plataforma iFood e afetou milhares de clientes. Além da paralisação, os manifestantes fizeram atos pela cidade de São Paulo, incluindo um protesto em frente à sede da empresa. Mas, afinal, o que eles pedem? 

As quatro reivindicações dos trabalhadores passam por um acréscimo na remuneração e melhores condições de trabalho. Um dos líderes do movimento, Júnior Santos, falou em "luta contra a exploração de empresas por aplicativo", em manifestação ocorrida no domingo (30). 

Os 4 pedidos dos enregadores:

  • Taxa mínima de R$ 10 por corrida;

  • Aumento da remuneração por quilômetro rodado de R$ 1,50 para R$ 2,50;

  • Limite máximo de 3 km para as corridas feitas com bicicletas;

  • Pagamento integral de cada um dos pedidos (nos casos em que diversas entregas são agrupadas em uma mesma rota).

Nos últimos dias, o iFood enviou um e-mail para os organizadores da manifestação afirmando que, nos últimos três anos, os trabalhadores receberam aumentos nos valores do quilômetro rodado e da taxa mínima paga. Segundo a plataforma, esse acréscimo foi de R$ 5,31, em 2022, para R$ 6,50, em 2023. No comunicado, a empresa disse estar aberta ao diálogo. 

Até a tarde desta quarta-feira (2), as exigências dos entregadores de aplicativo não foram atendidas. Nos grupos dos trabalhadores no WhatsApp, existe o discurso de que um novo "breque", desta vez ainda mais longo, possa ocorrer caso o iFood não atenda os pedidos.