Cerca de 2 mil entregadores de aplicativo fizeram uma greve na segunda-feira (31) e terça-feira (1º) desta semana. O "Breque dos Apps" foi organizado, principalmente, pelos prestadores de serviço da plataforma iFood e afetou milhares de clientes. Além da paralisação, os manifestantes fizeram atos pela cidade de São Paulo, incluindo um protesto em frente à sede da empresa. Mas, afinal, o que eles pedem?
As quatro reivindicações dos trabalhadores passam por um acréscimo na remuneração e melhores condições de trabalho. Um dos líderes do movimento, Júnior Santos, falou em "luta contra a exploração de empresas por aplicativo", em manifestação ocorrida no domingo (30).
Os 4 pedidos dos enregadores:
-
Taxa mínima de R$ 10 por corrida;
-
Aumento da remuneração por quilômetro rodado de R$ 1,50 para R$ 2,50;
-
Limite máximo de 3 km para as corridas feitas com bicicletas;
-
Pagamento integral de cada um dos pedidos (nos casos em que diversas entregas são agrupadas em uma mesma rota).
Nos últimos dias, o iFood enviou um e-mail para os organizadores da manifestação afirmando que, nos últimos três anos, os trabalhadores receberam aumentos nos valores do quilômetro rodado e da taxa mínima paga. Segundo a plataforma, esse acréscimo foi de R$ 5,31, em 2022, para R$ 6,50, em 2023. No comunicado, a empresa disse estar aberta ao diálogo.
Até a tarde desta quarta-feira (2), as exigências dos entregadores de aplicativo não foram atendidas. Nos grupos dos trabalhadores no WhatsApp, existe o discurso de que um novo "breque", desta vez ainda mais longo, possa ocorrer caso o iFood não atenda os pedidos.
- Acompanhe o VRUM também no YouTube e no Dailymotion!