Os óleos lubrificantes ganharam um novo espaço na prateleira desde a última segunda-feira (31), quando entrou em vigor a nova especificação API SQ ILSAC GF-7, criada pelo Instituto Americano de Petróleo (API) e pelo Comitê Internacional de Padronização de Lubrificantes (ILSAC). Ela substitui a antiga API SP ILSAC GF-6 e chega para resolver problemas de motores híbridos, turbinados e com start-stop, além de prometer economia de combustível de até 5%.
Marcas como Lubrax, Vibra e Valvoline já têm os produtos nas lojas, mas o preço subiu cerca de 10% em relação aos óleos anteriores. A grande sacada dessa nova fórmula é atender às demandas dos motores modernos, que enfrentam condições mais duras por causa das regras de emissões, como o Proconve L8, que ficou mais rígido em 2025.
Os carros híbridos como o Toyota Corolla ou BYD Song Plus, por exemplo, o motor a combustão liga e desliga o tempo todo, e com isso nem sempre consegue alcançar a temperatura ideal. Isso pode criar corrosão, gelificação (quando o óleo vira uma pasta grossa) e até pré-ignição em baixa rotação, um defeito que faz o motor “bater pino” e pode quebrar peças como pistões e velas.
Com o novo óleo, o API SQ GF-7, diminui o atrito interno, protege contra esses problemas e ainda ajuda o carro a queimar menos combustível – até 4,3% em óleos 0W20 e 3,6% em 5W30, segundo os padrões. Mas não é só para híbridos que o óleo serve.
Carros com sistema start-stop, como o Fiat Pulse ou VW T-Cross, que utilizam motorização 1.0 turbo também se beneficiam. O liga e desliga constante em faróis ou trânsito deixa o motor mais frio, o que aumenta o risco de vapor d’água e sujeira se misturarem ao óleo, causando corrosão ou acúmulo de resíduos.
A nova especificação melhora a proteção em 70%, segundo a Vibra, e evita a formação de gel, mantendo o motor mais limpo. Até modelos sem eletrificação podem usar o lubrificante, desde que a viscosidade (tipo 5W30 ou 0W20) siga o manual do fabricante.
A fórmula foi ajustada para ser mais resistente a temperaturas extremas e degradação, além de formar menos cinzas sulfatadas – aquelas partículas que entopem catalisadores e filtros de escapamento, piorando as emissões.
A grande questão é que o preço também sobe pela maior tecnologia utilizada. A Lubrax já avisou que o preço subiu 10%. Outras marcas, como Valvoline, também estão lançando suas versões agora em abril, mas deve levar um tempo até que opções mais baratas apareçam.
Para quem tem carro híbrido, turbo ou start-stop, o investimento pode valer a pena pela economia de gasolina ou etanol e pela vida útil maior do motor. Para veículos mais antigos, sem essas tecnologias, dá pra usar sem medo, mas o ganho não vai ser tão gritante.
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