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Chevrolet Prisma 1.4 Maxx - Convence pelo desempenho

Sedã compacto tem estilo que agrada e motor cumpre a função com eficiência, mas espaço interno é reduzido e o acabamento, ruim

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Motor 1.4 Econo.Flex é eficiente

A General Motors ampliou seu leque no segmento de sedãs, com o compacto Prisma, que nada mais é do que a carroceria três volumes do Celta. O modelo causa impacto pelo estilo, que tem linhas modernas e lembra muito o outro sedã da família GM, o Vectra. Mas as referências ao belo param aí, já que por dentro, o carro é exatamente igual ao Celta: apertado e com acabamento de qualidade inferior. O que salva é o motor 1.4 EconoFlex, que proporciona bom desempenho.

Fachada

Visualmente, o Prisma lembra muito o Vectra, principalmente na traseira, que tem lanternas triangulares e uma faixa na cor prata na base da tampa do porta-malas. A diferença é que, no compacto, essa faixa é apenas um adesivo. A frente é exatamente a mesma do Celta, com faróis invadindo os pára-lamas e vincos no capô. A linha de cintura é mais alta, o que resulta em traseira mais elevada, contribuindo para prejudicar a visibilidade. Deve ser por isso que a GM resolveu incluir o sensor de estacionamento como acessório para o modelo. E é realmente muito útil em manobras.

Invasão

Outra decepção é o porta-malas, que tem a boa capacidade de carga comprometida pelas grandes alças da tampa, que invadem o compartimento, tirando espaço da bagagem. A GM poderia ter usado uma solução mais inteligente. O interior do Prisma também deixa muito a desejar, a começar pelo acabamento, no qual predomina o plástico de qualidade visivelmente inferior, que contribui para elevar o nível de ruídos. Os bancos, revestidos com tecido cinza, mas não são dos mais confortáveis. É difícil encontrar uma boa posição de dirigir e a tarefa fica ainda mais complicada, quando se constata que o volante é desalinhado em relação à pedaleira. Faz lembrar o Chevette.


Apertadinho

O volante não tem regulagem de altura e fica muito próximo das pernas do motorista. Pessoas mais altas passam aperto para entrar e sair do carro. A alavanca do freio de estacionamento fica agarrada ao assento, dificultando o manuseio. A sensação é de que o carro é todo apertado e, mesmo no banco traseiro, não há como levar mais do que duas pessoas com conforto. Os encostos de cabeça dos bancos dianteiros são fixos, costurados no tecido. Uma vergonha! Já os dois traseiros são reguláveis. O painel tem instrumentos de fundo preto de fácil visualização e comandos bem localizados.

Conjunto mecânico

A GM acertou em cheio com o novo motor 1.4 EconoFlex, mesmo não sendo dos mais econômicos, é eficiente, principalmente com álcool. Tem bom torque em baixas rotações, facilitando as arrancadas e retomadas de velocidade. O desempenho é bom na cidade e na estrada. Mas quando abastecido com gasolina e com ar-condicionado ligado, a performance já não é mais a mesma. Afinal, são oito cavalos de diferença de um combustível para o outro e isso pesa no resultado final.

A transmissão tem relações bem definidas, favorecendo o bom desempenho do carro, mas o câmbio tem curso longo e os engates são apenas razoáveis. A direção com assistência hidráulica (opcional) foi bem calibrada, facilitando o trabalho do motorista em manobras. O sistema de freios atuou de forma eficiente, apesar de a GM não disponibilizar ABS nem como opcional. As suspensões favorecem a estabilidade em curvas, mas transferem as irregularidades do solo para o interior do sedã, causando desconforto, quando se trafega sobre pisos irregulares.

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