A BYD está no centro de uma investigação do Ministério Público sobre supostas condições de trabalho irregulares na construção de sua fábrica em Camaçari, na Bahia. A denúncia surgiu após uma reportagem publicada pela Agência Pública no dia 27 de novembro, que revelou uma série de irregularidades envolvendo trabalhadores. A empresa, no entanto, respondeu às denúncias.
De acordo com a investigação, os operários estariam enfrentando jornadas de até 12 horas por dia, sem folgas semanais e sem uso de equipamentos de proteção adequados. Além disso, foram relatadas agressões físicas, falta de água potável e alojamentos em condições precárias.
Em resposta, o vice-presidente sênior da BYD no Brasil, Alexandre Baldy, afirmou que a empresa já tomou medidas para lidar com a situação. A divulgação foi feita pelo site do Motor1.com.
"“Não vamos tolerar qualquer desrespeito à dignidade humana. Respeitamos as leis brasileiras, sejam elas trabalhistas, de meio ambiente ou relações comerciais. Tudo passa por minuciosa auditoria.""
por Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da BYD no Brasil
Ele disse também que solicitou o cancelamento dos vistos e o retorno à China das pessoas envolvidas nas acusações. Sobre possíveis rescisões contratuais com as empresas terceirizadas, a BYD não confirmou se haverá esse tipo de medida.
A fábrica de Camaçari, localizada em um terreno de 4,7 milhões de metros quadrados, é parte de um investimento de R$ 5,5 bilhões da BYD. A unidade será voltada à produção de veículos elétricos e híbridos.
Os primeiros modelos produzidos serão o Dolphin Mini e o Song Pro. A BYD também confirmou a produção do motor híbrido-flex, que no caso do tipo plug-in. A empresa prevê criar 10 mil empregos diretos até agosto de 2025 e chegar a 20 mil até o final de 2026.
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