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Domínio!

China é responsável mais de 70% das vendas de carros elétricos do planeta

Mesmo distante do mercado dos Estados Unidos, estratégia de expansão é positiva; Brasil é o maior importador

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BYD está liderando o segmento de carros elétricos no Brasil
BYD está liderando o segmento de carros elétricos no Brasil Foto: Jorge Lopes/EM/D.A.Press

O principal produto chinês em termos automotivos é a tecnologia de eletrificação automotiva. Graças a benefícios fiscais, baixo custo de produção, além do incentivo governamental, as empresas de origem chinesa dominam o mercado mundial de carros elétricos, segundo uma pesquisa recente.

De acordo com a Rho Motion, 76% dos veículos elétricos e híbridos plug-in (PHEV) vendidos em todo o planeta, são produzidos por empresas chinesas.

Na Europa, o maior mercado de elétricos é na Alemanha, que emplacou 578 mil carros em 2024, dos quais 4% (23.120) foram modelos de origem chinesa. Na França (5%) e nos Países Baixos (6%), o índice foi ainda maior, entretanto, em quantidade, o Reino Unido liderou, já que 7% da frota de 571 mil veículos (39.970) foram chineses.

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No Brasil, BYD Seal é mais acessível que modelos da BMW com potência similar Foto: Luiz Forelli/EM/Vrum

Brasil em destaque

Da lista da Rho Motion, o país que apresentou o maior índice de carros chineses foi justamente o Brasil, com 82% de participação da China no mercado de elétricos e PHEVs. Dos 126 mil veículos emplacados, 103 mil vêm do país.

Os demais países com maior influência da China neste segmento são Tailândia (77%), Indonésia (75%), Nepal (74%), México (70%).

A pesquisa aponta ainda que o mercado de carros elétricos e híbridos plug-in no Brasil possui o mesmo tamanho do que o da Noruega, 126 mil unidades, e tamanho similar ao de Espanha e Itália (122 mil cada) e Japão e Austrália, com 114 mil veículos vendidos em cada país.

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GWM Haval H6 é um dos híbridos preferidos do público brasileiro Foto: GWM/Divulgação

Por que a China é tão forte em carros elétricos?

Além da mão de obra mais acessível no mercado chinês, o país asiático investiu fortemente em pesquisa e desenvolvimento em novas tecnologias de propulsão. Estudos apontam que desde 2009, mais de 230 bilhões de dólares foram investidos, para aprimorar estas tecnologias. Além disso, alguns fabricantes locais possuem influência e participação do governo em seu quadro de sócios.