O Volkswagen Taos, que é vendido no Brasil desde 2021, está de malas prontas para deixar a Argentina. A partir de julho, a produção na fábrica de General Pacheco, em Buenos Aires, chega ao fim, e o modelo passará a ser importado do México, direto da planta de Puebla. O motivo é abrir espaço para a nova geração da Amarok, que vai demandar um investimento de US$ 580 milhões e começará a ser fabricada em 2027.
Depois de quase cinco anos sendo montado em Pacheco – onde a VW também faz a Amarok atual –, o Taos dará adeus para deixar a planta de Pacheco para a fabricação somente da Amarok, que é bem aceita pelo público — foi o sexto carro mais vendido na Argentina, conforme a Acara, entidade que representa as concessionárias no país vizinho.
A nova Amarok, que promete ser um projeto sob medida para o mercado sul-americano, vai tomar a linha de produção, e a Volkswagen decidiu que vale mais trazer o SUV de Puebla, no México, onde ele já é feito para o próprio mercado mexicano e norte-americano.
“Estamos discutindo qual a matriz do plano de investimento para o próximo ciclo de 5 anos”, disse Marcellus Puig, presidente da Volkswagen Argentina, ainda em agosto de 2024, durante o lançamento do facelift da Amarok atual.
Na época, ele já apontava que a alta carga tributária na Argentina dificultava competir com o México, onde os custos são mais baixos. Agora, com a decisão, o Taos virá do México para abastecer a América Latina, como o Brasil e a Argentina.
Mas nem só de mudança de endereço vive o Taos. Antes mesmo do facelift – que já foi flagrado rodando camuflado aqui no Brasil –, o SUV ganha um upgrade mecânico. A linha 2025, que já deu as caras no Porto de Vitória com 32 unidades, troca o câmbio automático de seis marchas pelo novo AQ300 de oito marchas, da Aisin. A novidade vem para atender ao Proconve L8, a legislação brasileira de emissões, mas o motor segue o mesmo 1.4 TSI flex de 150 cv e 25,5 kgfm.
O visual reestilizado, com faróis mais afilados, lanternas interligadas por uma barra iluminada e grade maior, só deve acontecer por aqui no segundo semestre como linha 2026, importado do México.
A saída da Argentina não é só uma questão de espaço físico. Puig já tinha falado: “É difícil competir com o México, onde os custos de produção são bem menores devido a impostos mais baixos.” A fábrica mexicana, além de atender os EUA e o Canadá, agora vai mandar o Taos pra cá.
Enquanto isso, o Taos reestilizado traz por dentro uma central multimídia elevada de 10,25 polegadas, como já ocorre no T-Cross, com Apple CarPlay e Android Auto sem fio, e acabamentos renovados, mantendo a base que a gente já conhece.
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